Psicologia, fonoaudiologia, neuropsicologia

Aquisição e desenvolvimento da linguagem

Aquisição e desenvolvimento da linguagem

Muitos fatores contribuem, desde o nascimento do bebê, para que esse processo ocorra de forma adequada. Dentre eles a experienciação auditiva e o desenvolvimento adequado da respiração, sucção, deglutição e mastigação, juntamente com a estimulação global da criança.

A amamentação, além de ser uma necessidade básica e prazerosa para mãe e filho, colabora decisivamente no desenvolvimento das estruturas responsáveis pela articulação da fala, pois é durante a sucção que todas as estruturas orais – lábios, língua, bochechas, ossos e músculo da face se desenvolvem e fortalecem.

Sendo assim, a aquisição da linguagem e da comunicação se dá segundo as etapas progressivas de evolução, porque o ritmo de desenvolvimento pode variar de uma criança para outra, respeitando os limites individuais ou momentâneos de cada uma, além dos estímulos recebidos do meio externo.

Considerando as referidas etapas, o bebê, durante os primeiros dias de nascido, demanda a satisfação de suas necessidades básicas através do choro, progredindo da seguinte forma:

- 0 a 6 meses: os primeiros sons são produzidos, de forma repetitiva como: choro, sorrisos, murmúrios etc.

- 6 a 9 meses: nessa fase dos balbucios os sons já expressam algum sentido e se caracterizam pela repetição de uma mesma sílaba várias vezes seguidas: ba-bá; má-má, bu-bu.

- 9 a 10 meses: fase da pré-conversação, vocalizações incompreensíveis com mais intensidade, início da produção de algumas palavras pouco formuladas, dificilmente compreendidas.

- 10 aos 18 meses: a criança é capaz de compreender algumas palavras que lhe são mais familiares, por exemplo: mamãe, papai, nenê etc. As vocalizações tornam-se mais precisas, tornando-se capaz de agrupar sons e sílabas, repetindo-as a vontade. A criança utiliza uma palavra para expressar uma ideia completa isto é, palavra-chave, usando-a para várias ações; também tem início a produção de frase com duas ou três palavras.

- 2 anos: intenso desenvolvimento da linguagem oral, a criança inicia a construção de seu vocabulário. Se a criança fizer uso de chupeta e/ou mamadeira, nesta fase deve acontecer a retirada, para não atrapalhar o alinhamento dos dentes, causar flacidez da musculatura facial, provocar cáries, favorecer a respiração bucal, impedir a correta movimentação da língua durante da fala etc.

- 3 anos: fase dos por quês? O que é?

- 4 aos 5 anos: a criança é capaz de reproduzir pequenos sequências de fatos e/ou histórias. Até os 5 anos espera-se que a criança já tenha capacidade de produzir todos os sons da língua portuguesa de maneira adequada.

Durante o período de aquisitivo da fala a criança poderá apresentar “trocas, omissões e/ou substituições de sons” que, se persistirem aquém do padrão de normalidade, deverá ser avaliado por fonoaudiólogo. Contudo, ressalta-se que cada criança tem um ritmo diferente, isto é, uma velocidade própria de aquisição de linguagem.

Conhecer as necessidades do bebê e poder estimulá-lo de acordo com a sua idade e desenvolvimento é crucial para que a criança possa ser um adulto físico e emocionalmente saudável.

Alguns sinais de alerta:

- Se seu bebê com mais de 6 meses não reage aos sons, não produz nenhum som;

- não compreende instruções simples até 1 ano;

- não produz palavras isoladas com 2 anos;

- não constrói frases simples e usa mais gestos para se comunicar do que fala aos 3 anos e não conta histórias com 4 anos, os pais devem ficar alertas.

Feita essa constatação, procure um profissional especializado para que ele realize uma avaliação, porque quanto antes for diagnosticada a possível alteração da linguagem, maiores serão as chances de estimulação e/ou tratamento e reversão de eventual problema.

Informações do autor

patty